Thursday, October 11, 2012

diary of events after the break of the famili, firsts days 2005


Este texto, é a agenda dos acontecimentos nos primeiros dias do ano de 2005, depois do tsunami e da separação, como podereis entender, todo reflecte uma acção que estava antecipadamente preparada, pois nunca me passou pela cabeça, fugir com meu filho fosse para onde fosse, ou seja, diz este rumor, como logo me apercebi e em outras ocasiões relatei, que algo de muito grave se estava a passar naquele momento muito para além da separação em si mesma, e que uma grande teia de mentiras tinha sido posta em acção.

A estranha atitude de meu pai, aqui relatada, que nunca entendi para além do expressado, me desvelou na altura que de alguma forma os conspiradores o teriam engando de forma a ele ter este comportamento comigo, ou, que fora hipnotizado, sendo provavelmente caso, que tenha sido através dessa puta, Ana Paula Valente, uma das “front pys” neste imenso crime contra uma criança e um pai



Diário dos acontecimentos



Dia 5 – enviei á Teresa um email pelo p da Elsa a dizer-lhe o que a Dr.ª Ana Paula me tinha pedido para transmitir. Disse-me que não lhe fazia sentido, como eu esperava, depois informou-me no telefonema que lhe fiz no sábado, que se calhar irá, disse-me que iria contactar a Dr.ª Ana Paula para marcar a agenda.

Dia 6 – recebi um telefonema do Paulo Pires, que me disse que o Geirinhas lhe tinha telefonado a perguntar por mim, que eu me tinha passado e que tinha fugido com o meu filho.

Telefonei de seguida ao Geiras que me disse que a t. lhe tinha falado expressando a preocupação comigo e lhe falara sobre a vontade que lhe tinha comunicado de o filho ficar comigo durante os dias da próxima semana, quando a t. se encontrar em viajem no estrangeiro. Expliquei-lhe que estava bem, e ele insistindo mas vê lá que a criança está desequilibrada e se calhar é melhor não ficares com ela, desculpa, lá de me estar a meter mas …..

Dia 6- meu pai diz que quer falar comigo, diz-me o mesmo que todos acham que eu não devo ficar com o meu filho durante estes dias. Saio porta fora do carro depois de ele me agarrar pelo braço e dizer-me que nem que me tenha de mandar prender. Encontramo-nos mais tarde e lá consegui que pelo menos ouvisse o meu ponto de vista sobre o que se está a passar.

A t. está a manipular todos e tudo, todos de repente se viram contra mim, mesmo aqueles que eu amo e me amam como os meus próprios pais.

Enviei-lhe um msm, que dizia, não seria mais fácil, se quiseres saber de mim, telefonares-me? E que achava menos católico estar a envolver os amigos a defender o seu ponto de vista e lhe pedia para não os incomodar e para não os envolver.

Dia 7. Sexta para sábado. t. Levou o Francisco sem me avisar para segundo me disse passar o fim-de-semana com os avos na sua casa da Ericeira. Não sei se é verdade ou não.

Telefonei-lhe no sábado de manhã para lhe dizer, que sobretudo nesta altura da nossa relação, agradecia que antes de levar ou deixar o Francisco onde quer que fosse, fora da casa onde como família habitamos, que me avisasse previamente. Ela concordou e pediu o mesmo em relação a mim. Disse-lhe que sim.

O que é curioso, é que ela disse aos amigos que eu tinha fugido com o Francisco e na volta foi ela com ele embora sem me avisar.





Dia 16 de Janeiro. Voltei de Alcobaça e combinámos almoçar os três em casa.

Mais uma vez me disseste que “querias um homem rico”. Já por diversas vezes ao longo do tempo me expuseste este sentir. Ainda recentemente me dizias que eu não era assim, quando me conheceste, que eu era um homem empreendedor, que ganhava muito dinheiro, e que agora estava diferente. Dizes que era bom ter um homem rico pois assim não precisavas de trabalhar, e acrescentas, pelo menos não precisavas de trabalhar tanto. E eu, mas porque colocas esse papel, essa expectativa em mim, como homem, e acrescento agora o resto do fio do meu pensamento.

Também poderia dizer-te o mesmo, se bem que não me faça sentido não trabalhar, mesmo que fosse rico, mas não seria melhor nenhum de nós pôr essa expectativa sobre o outro. Por que diabo um teria que sustentar o outro? E depois, meu amor, relações em que alguém sustenta um outro, podem facilmente tornar-se relações de dependência, com por vezes tristes consequências, parecidas com aquelas que atravessamos.

Perguntas para quem? Para os dois como sempre, é sempre para os dois, mesmo que muitas vezes só falemos do oprimido, mas o algoz, torna-se assim algoz, e concordarás comigo que ser algoz, como projecto de vida tem muito que se lhe diga. É um bocado como as estranhas dependências que se criam entre os polícias e os prisioneiros, quando os interrogatórios descambam em tortura.

Também hoje me disseste que já desde Novembro que me vinhas dizendo querer uma vida nova. É verdade que desde sempre me foste dizendo coisas, e que então tinhas desde essa data três pretendentes, ou melhor, três homens que te interessam, pois pretendentes sempre tiveste muitos, se bem te conheço, naquilo que não assumes. E que em 31 foste almoçar com um que depois deu origem à troca das mensagens que eu li. Aquelas que revelavam o enamoramento e a vossa relação intima. Vais-me dizendo as coisas as pinguinhas, como sempre. Depois perguntei-te quem eram então os outros dois, e tu, para que queres saber. Para que quero eu saber? E tu, porque não me queres dizer?, foi a pergunta que te devia ter posto.


17 de Janeiro- 2º encontro com a Dr.ª Teresa maia

Comecei por lhe dizer que provavelmente existiria um mal-entendido, que tinha tido infelizes repercussões e que queria esclarecer.

Sabe a ideia com que fiquei no final do primeiro encontro, foi a senhora ter concluído depois de uma hora de conversa que eu não lhe parecia esquizofrénico, e que devido aquilo que lhe contei, do emaranhado do momento geral em diversas áreas da minha vida, que lhe parecia útil que continuássemos a falar, pois tal podia me ajudar.

Expliquei-lhe então,


Conversa à noite na nossa casa comum com a Teresa. Perguntei-te mais uma vez, para aí, a quinta, se sim ou não querias ir à consulta da Ana Paula. E depois perguntei-te se querias salvar a nossa relação e o nosso projecto de família.



A proximidade dos espaços íntimos, comuns e dos corpos. Corpos que se revelam, por debaixo do roupão de seda, aberto, por vezes, quase revelando teus seios, e eu desejo de os agarrar, como tu gostas que eu te os agarre, firmes com força, que me leva por vezes a pensar, se não te estarei a magoar.

E eu de início espantado de pensar e de pensamento, porque só gostas assim com força, porque precisas da força para sentir o prazer, porque no seu oposto, não te agrada a suave ternura, aquela, em que as mãos como que só deslizam sobre a pele, que desperta um prazer de mansinho, que se torna lento levante até desembocar nos maiores sóis. Força, espelho de intensidade forte do sentir na pele, na carne do corpo, como que uma forma de saber dele, porque algo o agarra, o torce.

Tudo bem, fácil de perceber que se o outro assim nas vezes nos trata, que poderemos então entendê-lo como demonstração de inequívoco desejo, aquilo que se acorda chamar uma forte paixão, um forte desejo de nós, mas meu amor, o desejo e a sua expressão é como uma escala musical, mesmo, entre as notas que os homens acordaram para dividir o indivisível, são múltiplas e infinitas suas cambiantes, seus lugares nessa ordem, nessa linha vertical imaginada.

Todas as notas, todos os entre notas que possamos ouvir, imaginar, criar, existem, estão lá, são um mesmo som contínuo no tempo do seu existir infinito, como o amor, que é, poesia, música e pauta.

Oh meu amor, o meu desejo por Ti existe e é-me claro como a agua. Porque te acho bela em meu olhar, assim meus olhos do meu coração decidiram ver-te ao longo deste tempo e o meu desejo, não precisa ter uma forte expressão na forma como agarro e torço teu corpo, para o revelar, a mim agrada-me também a doçura dos vales, do prazenteiro calor de verão, que acalma e torna lânguidos os corpos no seu encontrar, como que os derrete no seu aproximar, na sua linguagem própria que os aproxima.

Oh meu amor, recordo e trago dentro de mim, o meu desejo do lento lamber, do rasante acariciar, naquela fina linha eléctrica que se cria e se gera quando as peles quase se tocam e nesse quase, nesses momentos habitam, despertar um fino e rendilhado desejo, pois desejo e desejar são arte, uma arte onde os belos pintores, porque assim o querem ser, podem pintar as mais belas paisagens. E será a carícia da pele que quase não toca a outra, uma afirmação de menos vontade, de menos desejo, de menos querer o outro?

Oh querida, como fomos perdendo o verde do campo dos suaves beijos, uma forma de fazer poesia com teu corpo e tua alma, recordas-te? Como teus lábios se alongam, se distendem em sorriso, como te acalmas meu pássaro e te despertas em suave crescendo, até desaguar.

Oh minha querida, como eu gosto de te lamber infinitamente naquele lugar que ambos conhecemos, mãe de todos os mistérios. Como gosto eu de misturar com minha boca, minha seiva, à tua que desperta, como gosto do sabor, daquele mel, melaço, doce mel, que tudo empapa como papa com quase grumos. Assim me misturo com minha cara, meu olhar e ver, meu gosto, meu cheiro, a Ti, assim mais fundo me uno e me completo nesse Mel de Amor. Ah se soubesses, como me sinto então, próximo de ti, o mais dentro de Ti.

Oh meu amor, e Tu, um dia me disseste em tom frio e clínico, que eu lambia bem, que era o homem que conhecias que melhor o fazia. Coisas desnecessárias de se dizerem, meu amor, porquê comparar, porquê reduzir ao lamber, pois é muito, muito mais que isso, meu amor e tu sabê-lo dentro de Ti. Poderias dizer em vez, foi bom, meu amor, que delícia me ofereceste, ou outra coisa qualquer, menos fria.

Mas este, é só um dos lados da tua natureza, o analítico, o frio emocional, uma distância que se insinua muitas vezes, um último reduto, que queres sempre defender, que eu Te vejo sempre a defender. Uma forma de Tu seres, dirigida, sem deixar que ninguém transponha esse teu lago imenso, secreto e cheio de segredos.

Oh meu amor, eu sei como te vês, sei da tua consciência desses lados da tua natureza, de uma fortíssima ligação à terra, ao seu poder organizador, fecundo da vida, sempre à procura do que decides por melhor, e que revela por vezes uma determinação não só poderosa, mas uma frieza com laivos de terrível. Um eu irredutível, que resiste sempre em impor a sua direcção até onde lhe deixarem. Um suavíssimo impor, uma extrema diplomacia, Tu meu amor, que estiveste quase numa carreira de serviços de informação, tal mata hari da tua adolescência, como te vês. Vejo-te agora, aqui a sorrir a ler, mata hari, pois é uma imagem de secretismo que tanto te seduz, que tanto praticas

Mas meu amor, a diplomacia, funciona numa espécie de toque e foge, de um longe de permeio, e no espaço íntimo dos dias dos seres, chega por vezes o momento, em que ela não funciona mais. A arte da fuga, como lhe chamas, o teu padrão da fuga longa e dissimulada, que sempre magoa quem está ao lado e eu a dizer-te isto no outro dia, vi em tua cara, como se um espanto fosse, como não percebesses, não tivesses consciencializado, que estes processos por muito dissimulados que sejam, são sempre sentidos pelo outro, que magoam, por vezes mais que a clareza das coisas, no tempo certo, o tempo em que acontecem.


Um nunca querer nem entrar em confronto, uma exímia desarmadora,




Como e o Teu lado do voo do pássaro. Aquele que Te fez por duas vezes, apaixonar-te por poetas. O teu lado da poesia, dos cavaleiros e das princesas, oh meu amor, como Tu então te tornas bela e radiante, quando te vejo a navegares nesses mares e eu feliz por ir a teu lado.

Aquele lado da Sedução, da qual és Eximia Filha Oh meu amor,


sempre esta ideia recorrente, tanto amor entre nós, tanto um do outro nos gostamos e tão mal nos fazemos. Tudo talhado para a felicidade do amor, e tanto mal nos vimos fazendo.

É como sentir ficar no ponto onde o rio desagua no mar, quase lá, mas a ele não chegando, como um véu, que não permite a entrega e depois a guerra, a guerra das rosas, que há longo tempo guerreamos, e o amor sempre lá por detrás a espreitar, pronto a saltar, um imenso amor, pois se assim não o fosse, não teria resistido tanto tempo, às guerrilhas e as guerras. E tanta Paz, também, neste tempo provada. Por isso a dor se carrega mais em cada um dos nossos corpos no agora em que estamos. Subindo aos píncaros, e descendo depois ao fundo da terra, acentua o contraste, uma imagem que tende ao preto e branco, que revela a grandeza da perda, daquilo que se perdeu, ou se vai nas vezes perdendo.

Oh meu amor, podia dizer-te

Ideias soltas


Estamos em caminhos diferentes de carreiras, tu muito ocupada, cada vez mais e eu a querer descomplicar a minha vida nesse plano. Questão da cunha.

Oh minha querida trago em meus olhos, do meu coração, repetidas memórias da fuga do teu corpo, de um incómodo, que no início pensava ser de hipersensibilidade e que depois foi vendo com outros tons, pois mesmo que diversas vezes te tenha pedido que me explicasses, provavelmente nunca o entendi, ou tu não mo explicaste.

Sempre quis que me ensinasses o teu prazer, que me conduzisses na revelação



Sonho da manhã de 27 de Janeiro.

Em nossa casa. Eu, a T, o Francisco e a Sogra.

A Teresa pede-me para levar roupa para a marquise. No chão estão escritos dela que fala dos seus diversos amantes ao longo do tempo em que comigo esteve. Depois ajudo a meter convites em envelopes, para o dia 18 de Fevereiro. Pergunto à sogra, que festa é esta, pois por qualquer razão que me é desconhecida, não consigo ler o seu conteúdo ou ele não é explícito. Obtenho uma resposta evasiva. Depois na casa de banho a parede está a ser pintada de azul em frente ao local do espelho. A parede da banheira está coberta por um lençol branco que oculta algo.

Análise de possibilidades: Festa de casamento da Teresa e do Nuno Debonnaire. Entronca com um segredo que o Francisco transporta e que não me diz. Triste e terrível realidade de quem inculca segredos numa criança que devem ser ocultados do seu próprio pai. Perversos, perversidade e manipulação. Vade retro manipuladores, que Vos caia em cima as vossas próprias intenções. Será que ele sabe de um casamento agendado?




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